
A pichorra
Comentário
Este famoso episódio perdido deixou de ser exibido pelo SBT em 1992 por causas desconhecidas, assim como tantos outros episódios. A história é parecida com o "Festival da boa vizinhança". Os moradores da vila organizam a Festa da Amizade, e para isso produzem pichorras para serem quebradas durante a festa. Pichorra nada mais é do que um balão feito de isopor ou papel, onde dentro dela ficam frutas ou doces que caem no chão ao acontecer a quebra da pichorra.
Roteiro
Cena 1
Chaves e Quico estão enfeitando uma pichorra em uma mesa no pátio da vila, enquanto Dona Florinda entra na vila reclamando dos enfeites da festa.
Dona Florinda: Mas o que é isso? Quem teve essa idéia? (Ela tropeça em Seu Madruga que tinha acabado de chegar) Seu Madruga: Me desculpe, é que eu vim buscar essa caixa de refrescos. Dona Florinda: Ah sim! E pode me dizer de quem foi a idéia de enfeitar o pátio como um botequim de roça? Seu Madruga: Como um botequim de roça? Pois a senhora está muito enganada, o cortiço está enfeitado para uma recepção. Fique sabendo que esta noite vamos fazer a Festa da Amizade. Dona Florinda: Claro, mais um pretexto pra gentalha fazer bagunça. Seu Madruga: Mas quase todos os vizinhos botaram 20 mangos pra ajudar, e digo quase porque há por aí uma pessoa que não botou nada. Dona Florinda: O que o senhor quer dizer? Seu Madruga: Que a senhora também devia botar. Dona Florinda: Nem que eu fosse galinha... sai da frente!
Florinda vai em direção à sua casa mas pára no meio do caminho ao ver Quico fazendo a pichorra.
Dona Florinda: O que está fazendo, tesouro? Quico: Estamos enfeitando a pichorra. Seu Madruga disse que sem pichorra não tem festa. Chaves: E nós estamos atrasados porque deu muito trabalho pra conseguir o papel e a goma também. Dona Florinda: Que goma? Chaves: Essa aqui. Com que acha que estamos grudando os papéis? Dona Florinda: Não se gruda com goma, se gruda com cola. E que espécie de cola estão usando? Quico: Com a cola do vizinho. Do vizinho que é carpinteiro. Dona Florinda: E me diga, quem trouxe papel da China? Chaves: Não, ele não foi trazido da China. Dona Florinda: Estou falando do tipo de papel. Quico: Está bonito, não está? É papel de lixa. Dona Florinda: Papel de lixa? Quico: De lixa de carpinteiro. Dona Florinda: Ah sim, meu bem. Procure não se sujar muito, viu tesouro? (Dona Florinda vai para sua casa) Quico: Você vai ver como essa pichorra vai ficar bonita. É melhor você olhar direitinho pra você como se faz isso. (Quico pega um pedaço de papel com a mão cheia de cola e o papel fica grudado em sua mão) Chaves: Puxa, mas como você é burro, Quico. (Chaves tenta ajudar mas acaba ficando grudado também. Seu Madruga aparece na cena.) Seu Madruga: Francamente, francamente. Olha, eu não disse pra vocês que... (Madruga tira o papel da mão de Chaves, que agora fica colado em sua mão) Eu não disse que... Bom, por que não estão trabalhando? Lembrem-se que sem pichorra não tem festa. Quico: Já são quarenta vezes que diz a mesma coisa. Seu Madruga: Eu disse e torno a repetir, sem pichorra não tem festa. Chaves: Quarenta e uma vezes que diz a mesma coisa. Seu Madruga: Eu só não te dou uma porque... (Madruga continua com a mão colada) só não te dou uma porque... olha, onde vocês arrumaram essa cola? Chaves: Do vizinho arábico. O carpinteiro que mora no 39. Quico: A gente estava sem grude e o carpinteiro nos deu sua goma. Seu Madruga: Ah que bom. Por que não aproveita pra grudar sua boca?... Vamos, continuem trabalhando! (Seu Madruga entra em sua casa e Chaves começa a rir) Quico: O que é? Do que está rindo? Chaves: É que se você colar a boca com a cola, eu quero só ver você dar risada. (Quico dá um soco em Chaves) Agora sim eu te arrebento, Quico. Quico: Não, não, Chaves...
Chaves atira no Quico o pincel que estava enfeitando a pichorra, mas o pincel acaba acertando o Sr. Barriga que chegava na vila.
Sr. Barriga: Tinha que ser o Chaves de novo! Chaves: Foi sem querer querendo. Sr. Barriga: Foi sem querer querendo, ah... sabe onde está o Seu Madruga? Quico: Está tirando o grude. Você veio cobrar o aluguel dele? Sr. Barriga: E o que te importa? Quico: Boca torta, sua mãe é uma porca e... não deu! Sr. Barriga: Se você vir o Seu Madruga diga que voltarei daqui a pouco. (Sr. Barriga vai para o outro pátio, na mesma hora em que Seu Madruga sai de sua casa) Seu Madruga: Me pareceu ouvir a voz do Sr. Barriga. Chaves: Sim, se esconda, ele foi ali.. Seu Madruga: Não tenho porque me esconder. Diga a ele que venha. Ande! Quico: Sim, Seu Madruga... Bolinha, por favor! (Sr. Barriga aparece furioso) Não fui eu, foi o Seu Madruga. Seu Madruga: Sim Sr. Barriga, eu o mandei chamar. Acalme-se Sr. Barriga, eu tenho uma notícia muito boa. Sabe que queremos convida-lo muito cordialmente para que venha a Festa da Amizade esta noite. O senhor tá convidado. Sr. Barriga: Já entendi. Quer dizer que quer me convidar como no ano passado, e como no ano passado eu lhe perdoei 2 meses de aluguel... Seu Madruga: Sr. Barriga, está completamente enganado se acha que o convido para a festa só para que me perdoe 2 meses de aluguel. Sim senhor... neste ano me conformo com apenas 1. Sr. Barriga: Ah bom... o quê? É melhor não dizer nada, afinal de toda maneira eu pretendia vir a festa e perdoar os 2 meses de aluguel como no ano passado. Seu Madruga: Ai Sr. Coração, o senhor tem uma barriga enorme... Quico: Mas de qualquer forma o senhor vai ter que colaborar com 20 mangos como todo mundo. Chaves: Não, ele que ponha 40... Seu Madruga: É melhor vocês dois continuarem trabalhando. Lembrem-se que sem pichorra não tem festa.
Chaves esbarra na pichorra que estava sobre a mesa e ela se quebra.
Cena 2
Dona Clotilde enfeita a vila para a festa enquanto Seu Madruga chega com uma nova pichorra, para substituir a que Chaves quebrou.
Dona Clotilde: Seu Madruguinha, tudo pronto para a festa? Seu Madruga: Sim, eu já estou. Tive que buscar mais uma pichorra porque a outra o Chaves a quebrou antes da hora. Dona Clotilde: Veja, eu também comprei uma para as crianças para que elas possam quebrar no outro pátio e nos deixem aqui sozinhos. Seu Madruga: Isso é muito bom. Sabe que por coincidência eu também trouxe essa pichorra também para as crianças. Dona Clotilde: Ai que bom, mas então iremos o senhor e eu quebrarmos a pichorrinha. (Chaves andando de triciclo bate a cabeça na pichorra que Seu Madruga segura) Seu Madruga: Tinha que ser o Chaves mesmo. Já quebrou uma pichorra e agora quer quebrar outra? Chaves: É que eu não vi porque o Quico vinha me perseguindo. Quico: Escuta aqui Chaves. Quem mandou você pegar meu triciclo? Chaves: Você me emprestou ele. Quico: Ah é? Eu te emprestei? (Quico se prepara para dar um soco em Chaves mas este se abaixa e o bochechudo acaba acertando a pichorra) Seu Madruga: Tá vendo, ta vendo só! Vou guardar a pichorra em um lugar seguro antes que vocês acabam quebrando essa também. Com essa cabeça dura que tem, essas crianças... (Seu Madruga vai pra casa guardar a pichorra) Chaves: Viu seu burro, você quase quebrou a pichorra. Já não te disseram que sem pichorra não tem festa. Quico: Não se preocupe Chaves. Aí estão chegando mais 2 pichorras. (Sr. Barriga entra na vila carregando uma pichorra) Sr. Barriga: Como mais 2 pichorras, Quico? Não está vendo que é apenas uma? Quico: Bom, é que essa aqui também parece uma pichorra Chaves: Quico, dá uma olhada. (Chaves mostra a pichorra pequena) A pichorra teve um filho. Quico: Puxa, ela parece mais com a mamãe do que com o papai. (Quico refere-se ao Sr. Barriga e a pichorra que ele trouxe) Chaves: Não seja tonto Quico, o Sr. Barriga não é pichorra... parece mas não é! Sr. Barriga: Obrigado... o quê? Chaves: O Quico só se confundiu por causa da sua pança... e além disso as pichorras estão cheias de frutas e não de gorduras... e além disso... Sr. Barriga: Cale-se! E você também cale-se (falando com Quico) Quico: Mamãe! Seu Madruga: O que houve? Eu espero que não tenham quebrado outra pichorra. Dona Florinda: Mas o que está havendo? Quico: Ele me assustou, mamãe. Dona Florinda: Também com essa cara, não é pra menos. (Florinda dá um tabefe em Seu Madruga) Vamos Quico, não se junte com essa gentalha! Quico: Sim mamãe. Gentalha, gentalha! Sr. Barriga: Calma Seu Madruga, calma... eu compreendo sua coragem, sua fibra mas quem assustou o Quico fui eu. Seu Madruga: Bom, isso já parece mais lógico... digo, como foi que o assustou? Com um grito? Sr. Barriga: Sim, com um grito de raiva. Também, eles passaram o tempo todo me comparando com uma pichorra. Seu Madruga: Como? Compararam o senhor com uma pichorra?! O senhor que é uma pessoa digna de todos os respeitos. (Seu Madruga dirige à palavra a pichorra em vez do Sr. Barriga) Que não se nega a compartilhar o pão com os pobres. Sr. Barriga: Ora Seu Madruga, não diga isso. Eu já disse muitas vezes ao senhor que eu também já fui pobre e que nasci numa casinha desse cortiço. Seu Madruga: Sim, o senhor já tinha me dito. Mas diga, Sr. Barriga, em que casebre nasceu? Sr. Barriga: Numa que não existe mais, de número 9. Chaves: Não agüentou o peso? Seu Madruga: Chaves! Vai brincar no outro pátio! Saia daqui, depressa!... Não ligue pra esses moleques. Olha, de minha parte eu sempre o citei como exemplo... Verdade, sinceramente eu digo com toda a admiração, olhem como adquiriu barriga o sr. Cultura... digo, que bom que veio a festa Sr. Barriga. Sr. Barriga: É, e no ano passado parece que eu cheguei tão cedo que acho que fui eu que varri isso aqui. Seu Madruga: Bom, se o senhor insiste (Seu Madruga dá a vassoura ao Sr. Barriga) Eu não vou demorar nada. Pode começar a varrer...
Sr. Barriga começa a varrer o pátio. Chaves aparece girando uma pichorra, cada vez mais próximo do Sr. Barriga. Quando todos pensam que o barrigudo vai ser acertado pela pichorra, Quico aparece do outro lado e a corda da pichorra enrola em seu pescoço.
Cena 3
Seu Madruga (tirando a corda do pescoço de Quico): Pronto, pronto... e você Chaves, vê se na próxima ocasião faça a mesma coisa pro Quico mas com uma corrente de bicicleta. Chaves: Mas onde que eu vou arrumar uma corrente de bicicleta? Seu Madruga: Francamente, francamente... desapareça daqui, vamos! (Dona Florinda sai correndo de sua casa) Dona Florinda: Mas o que foi agora? Quico: Me enforcou com a corda da pichorrinha, mamãe. Dona Florinda: Muito bonito, você vai ver. (Dona Florinda dá mais um tabefe em Seu Madruga, que acaba acertando o Sr. Barriga com a pichorrinha que tinha na mão) Vamos Quico, não se misture com essa gentalha! Quico: Sim mamãe! Gentalha, gentalha... (Quico erra e "dá o gentalha" no Sr. Barriga) me desculpe Sr. Barriga... gentalha, gentalha! (Desta vez em Seu Madruga, que joga seu chapéu no chão. Sr. Barriga faz o mesmo) Seu Madruga: É Sr. Barriga, não se pode (Seu Madruga tira um cigarro do bolso) Desculpa, o senhor fuma? Sr. Barriga: Sim. Seu Madruga: Me cede um cigarrinho, por favor. (Ele guarda o seu cigarro no bolso e Sr. Barriga contrariado lhe dá um dos seus cigarros) Muito obrigado. Ando pensando em largar... obrigado Sr. Barriga! (Madruga vai em direção à sua casa) Sr. Barriga: Ah Seu Madruga, desculpe, o maço de cigarros é meu. Seu Madruga: É seu? Sr. Barriga: Sim, não leve a mal. Seu Madruga: Não, não levo a mal. (E entra em sua casa)
Cena 4
Chaves e Quico recolhem o lixo do pátio, enquanto Dona Clotilde observa.
Dona Clotilde: E bem depressa hein, ainda temos muito a fazer e os convidados não demoram a chegar. E eu vou continuar preparando o ponche e quando acabar não quero ver nenhum lixo no chão. Quico: Então onde a senhora quer que eu fique? Dona Clotilde: Eu estou me referindo a sujeira, seu moleque! Ponha estas porcarias sobre a mesa. Quico: Ah bom, se é assim sim... (Dona Clotilde vai para sua casa e Quico fala com Chaves) Anda, trabalha! Não seja vagabundo. Chaves: E o que eu tô fazendo, burro?... quem está vagabundeando é outro, seu idiota... eu sim fico aqui trabalhando... porque quando me pedem pra trabalhar eu começo imediatamente porque obedeço aqueles que me mandam... e... Quico: Ai cale-se, cale-se, cale-se, que me deixa louco!! Dona Florinda: Mas o que aconteceu, tesouro? Quico: Ah nada, eu só disse pro Chaves que tem que colocar todo o lixo na mesa. Dona Florinda: Eu te ajudo. (Florinda pega Chaves pelos suspensórios e o coloca em cima da mesa) E se precisar de ajuda é só me avisar, meu bem.
Chaves pula de cima da mesa e leva consigo a pichorra, que se quebra. Ao ouvirem o barulho, Seu Madruga e Sr. Barriga aparecem para ver o que houve.
Seu Madruga: O que foi, o que aconteceu? Quico: O Chaves quebrou a esposa do Sr. Barriga! Sr. Barriga: Ahn?!... o senhor tinha outra pichorra na sua casa, não é mesmo Seu Madruga? Seu Madruga: Sim, sr. Barriga. Sr. Barriga: Vou busca-la. Seu Madruga: Desapareçam daqui seus pestes! Realmente vocês só nasceram pra fazer diabruras. (Seu Madruga se pendura na corda que está presa ao teto, que servirá para prender a pichorra) Chaves: Não, não! Seu Madruga: Não o quê? Chaves: Juro que não vou quebrar mais nenhuma pichorra mas não faça isso, não. Não vá se suicidar! Seu Madruga: Francamente. Estou experimentando a corda pra ver se agüenta o peso da pichorra... tá vendo, a pichorra pesa tanto quanto eu. Quico: Nós vamos pendurar a pequenininha? Sr. Barriga: Não, esta! Tome Seu Madruga. (Sr. Barriga reaparece com a pichorra que estava na casa do Seu Madruga) Quico: Então é melhor que o Sr. Barriga suba na corda pra ver se ela agüenta o peso da pichorra. Chaves: Não seja tonto Quico. Nem que a pichorra tivesse 2 toneladas de frutas. Dona Clotilde: Seu Madruga, está bom este porrete pra quebrar a pichorra? Chaves: Sim... aí eu pego o porrete... e aí eu miro bem e... Sr. Barriga: Chaves, espere um pouco. Você tem que esperar todos os convidados chegarem pra poder malhar a pichorra. Chaves: Pois então que venham logo os convidados. Quico, chama sua mãe para vir quebrar a pichorra. Quico: É verdade, mamãe!!! Dona Florinda dá um tabefe em Seu Madruga e depois pergunta: O que ele fez? Quico: Nada mamãe. Seu Madruga: Ai, só nos falta que o Chaves quebre a pichorra. Chaves: Vou ver se eu consigo. (Chaves quebra a pichorra com o porrete)
Cena 5
Muitas pessoas estão reunidas no pátio da vila para a Festa da Amizade. Dona Clotilde conversa com Seu Madruga e Dona Florinda, até que chega o Sr. Barriga com uma nova pichorra para a festa.
Sr. Barriga: Muito bem meus amigos. A pichorra! (Todos aplaudem e comemoram) Dona Clotilde: Calma, por favor. Um momento, um momento. Que tal se antes de quebrar a pichorra pomos um disco na vitrola e dançamos um pouquinho. Chaves e Quico: Não! Dona Clotilde: Apenas um pouquinho. Chaves e Quico: Não! Dona Clotilde: Só um... (Clotilde tenta falar mas sempre é interrompida por Chaves e Quico) Dona Florinda: Bem, eu gostaria de propor que comecemos quebrando a pichorra. E o primeiro vai ser o Quico. Seu Madruga: E por que exatamente o Quico tem que ser o primeiro? Dona Florinda: Porque eu quero! Chaves: E depois do Quico é a minha vez? Seu Madruga: Sim, mas antes temos que arranjar um lencinho pra vendar os olhos... Chaves: Então primeiro o Quico e depois sou eu, né? Seu Madruga: Sim, mas temos que amarrar bem forte pra... Chaves: Se o Quico quebrar ela aí então eu não vou poder quebrar. Seu Madruga: Não, já que tá quebrada não vai poder... Chaves: Agora se ele não quebrar ela aí eu vou poder quebrar ela... agora se ele... Quico: Ai, cale-se, cale-se, cale-se, que você me deixa louco! Sr. Barriga: Muito bem, antes de mais nada temos que vendar os olhos dele. Seu Madruga, tem um lenço pra vendar os olhos dele?... Bem, eu vou usar o meu. Venha cá, Quico. Seu Madruga: Eu vendo... (Seu Madruga pega o lenço para vendar o Quico, mas sem ver acaba enforcando o garoto) Sr. Barriga: Seu Madruga, cuidado! Dona Florinda: Oh tesouro, o que você tem? Seu Madruga: Eu acho que ele está assim porque não quer quebrar a pichorra. Sr. Barriga: O que houve? Diga uma só palavra. Quico: Pançudo!
Sr. Barriga venda Quico para que ele quebre a pichorra. Seu Madruga pede que Chaves dê o porrete para Quico, mas Chaves acaba dando é uma porretada em Quico. Dona Florinda, como sempre, acaba batendo em Seu Madruga.
Dona Florinda: Vamos tesouro, não se misture com essa gentalha! Quico: Sim mamãe. (Quico, ainda vendado, procura por Seu Madruga) Gentalha, gentalha! Seu Madruga: Bom, essa é a Festa da Amizade. Agora sim é a vez do Chaves. Sr. Barriga: Eu vou colocar a venda nos olhos. (Sr. Barriga venda Chaves) Dona Clotilde: Já? Deixe-me ver, verificar se ele está vendo. Diga o que estou lhe mostrando: cruz ou chifre? Chaves: Cruz. Dona Clotilde: Ele tá vendo sim. Como ele sabe então que estou pondo uma cruz? Seu Madruga: Porque a senhora já não está na idade de pôr chifres em ninguém.
Seu Madruga dá o porrete a Chaves, que anda de um lado para outro, ameaçando a todos com uma porretada, mas quem acaba levando a tal pancada é o Sr. Barriga. Logo depois, é a vez do Seu Madruga tentar quebrar a pichorra, para isso Dona Clotilde o venda.
Seu Madruga: Eu não tô vendo nada. Peraí, onde está?... Vão me dizendo, eu tô perto?... Eu tô na direção certa? Me ajuda, gente. É pra cima ou pra baixo? Dona Florinda: Para baixo!
Dona Florinda no alto da escada solta a corda da pichorra, que cai em cima do Seu Madruga. Todos os presentes na festa atacam a pichorra quebrada, para pegar as frutas que estavam dentro dela, enquanto Seu Madruga fica desmaiado no chão.
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