
Sucesso duradouro
Vinte e um anos no ar, vinte e um anos de sucesso! Há um tempo considerável o seriado Chaves encanta gerações, mantém e renova o sucesso! Mas qual seria a fórmula de tanto êxito em uma televisão competitiva e de grande renovação? A resposta é um tanto simples perante a complexidade humana:
1) Chaves, garoto pobre mas que consegue manter a alegria de viver se metendo em encrencas, lutando pelo seu espaço. É bem intencionado em tudo que faz, mas sempre comete erros cômicos! Lembra muita a população sofrida de países como o nosso!
2) Seu Madruga, se contorce para fugir de Seu Barriga, jamais paga o aluguel e vive de idéias mirabolantes como ser sapateiro, vendedor de balões... Chegou até a lutar boxe!
3) Chiquinha, a malandrinha, esperta.
4) Quico, o garoto mimado, preso a mãe. A principal vítima das peripécias de Chiquinha e Chaves!
5) Dona Florinda, a típica dona de casa, mãe protetora estressada que manda e desmanda na vila. Coitado do Seu Madruga!
Esses personagens, juntamente com os outros “sem noção” remontam a sociedade em que vivemos. Talvez esse seja o principal motivo da atração do seriado sobre as pessoas, a realidade engraçada ao extremo, o já conhecido nosso jeitinho de contornar problemas, o reconhecimento do povo nos personagens! Não se pode esquecer o leve humor negro, a zoação entre os personagens, a precariedade do cenário, os chavões (“Ninguém tem paciência comigo”; “você não vai com a minha cara?”; “que que foi, que que foi, que que há?”;...) Uma mistura de fatores que tornam o Chaves um dos programas televisivos mais conhecidos no Mundo, imperdível, de enorme aceitação popular.
O tempo passa e o seriado continua atual. Crianças, jovens, adultos e até idosos caem na risada diariamente com a maior junção de besteiras cômicas e surpreendentes: isso é CHAVES. Parabéns ao genial Roberto Gomez Bolaños pelo maior serviço de prestação humorística pública já feita na história... Torçamos agora para que a série continue passando e divertindo quem a assistir.
Por Carlos Eduardo de Oliveira (Caê)
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