de 2006

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Entrevistas

 

Carlos Seidl

(dublador do Seu Madruga)

 

Vila do Chaves: Como você começou na carreira de dublador e como descobriu que era esta carreira que você queria seguir? Quantos anos você tem de carreira?

Carlos Seidl: Tenho 38 anos de carreira. Comecei como ator de teatro em São Paulo, e fui convidado para dublar na AIC, pelo Older Cazarré.

 

Vila: Alem de dublar Ramon Valdés nas Séries CH, quais outros trabalhos você fez como dublador?

Carlos: Alguns de meus trabalhos foram:

Pai do Dexter - O Laboratório de Dexter
Cientista Irado - Sheep Na Cidade Grande
Dr. Gori - Spectreman
Diretor-Assistente Skinner - Arquivo-X
Perry White - As Novas Aventuras do Superman
Pop - Johnny Bravo
Dan Truman - Armageddon
Schroeder - Snoopy
Lionel Luthor - Smallville
Lennie Briscol - Lei e Ordem
Fred Yokas - Third Watch
Javier - Felicity
Krusty - Os Simpsons
Mas
a cada dia é um trabalho novo. Atualmente dirijo dublagem na Herbert Richers.

 

Vila: Você esperava que os seriados CH fossem fazer tanto sucesso aqui no Brasil?

Carlos: Não só eu como nenhum dos dubladores pensavam que Chaves e Chapolin fossem fazer sucesso.

 

Vila: Qual a nota que você dá para as atuais dublagens dos DVDs da Amazonas Filmes?

Carlos: Dentro das condições atuais é um trabalho bastante profissional. O som tem pequenos problemas, mas nada que influencie muito no resultado final.

 

Vila: Você vê algum tipo de semelhança entre você e o Seu Madruga?

Carlos: Todo dublador, como qualquer ator empresta um pouco de sua personalidade ao trabalho realizado.

 

Vila: Você tem constantes aparições em alguns seriados e novelas da Rede Globo. Para participar destas atrações, como é o contato mantido com a emissora? Você tem algum tipo de contrato com ela?

Carlos: Não tenho contrato. Os produtores de elenco ligam pra gente, e havendo possibilidade nós realizamos o trabalho.

 

Vila: Em que período foi e quantos anos você tinha quando fez a dublagem das séries CH?

Carlos: Foi no período de 1984 à 1986 aproximadamente. Eu tinha quase 40 anos já...

 

Vila: Você ainda assiste ou pelo menos já chegou a ser um fiel telespectador das Séries CH?

Carlos: Geralmente quando passa estou trabalhando. Mas como todo mundo já assisti vários capítulos.

 

Vila: Você imortalizou a voz de um personagem amado por grande parte do Brasil. Qual o seu sentimento quanto a isto? 

Carlos: Tenho muito a agradecer aos fãs que fizeram deste trabalho um sucesso.

 

Vila: Você prefere Chaves ou Chapolin?

Carlos: É difícil escolher um, cada um tem o seu charme.

 

Vila: O que você acha dos eventos realizados pelo meio CH?

Carlos: Acho maravilhoso pelo grande reconhecimento que os fãs tem pelo nosso trabalho.

 

Vila: Existe alguma diferença técnica entre as gravações da dublagem daquela época para as atuais?

Carlos: Muita diferença. A principal é que antigamente várias pessoas dublavam ao mesmo tempo, e atualmente cada um faz seu trabalho sozinho.

 

Vila: O fato de hoje o seriado ter um sucesso estrondoso diferencia as dublagens de hoje para as de antigamente? Existe alguma exigência que antes não existia?

Carlos: Não. Atualmente existe um controle de qualidade melhor.

 

Vila: Qual mensagem você deixaria para os fãs das séries CH?

Carlos: "A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena".

 

Vila: Você tem algum projeto para o futuro?

Carlos: Todo ator sempre tem um projeto para o futuro, mas atualmente não posso especificar nenhum.

 

Vila: Só para finalizar, qual a sua explicação para uma série estrangeira, simples e não sensacionalista fazer tanto sucesso com pessoas tão diferentes (idade, classe social) no Brasil e no mundo?

Carlos: Para mim, a explicação está justamente na simplicidade das Séries e na criatividade que ela nos propõe em cada situação.

 


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