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Entrevistas

 

Fernando Thuler e Luís Joly

(escritores do livro "Chaves: foi sem querer querendo?")

 

Vila do Chaves: Quantos anos vocês tem?

Fernando Thuler e Luís Joly: Fernando Thuler: 23 ; Luís Joly: 25

 

Vila: Como surgiu a idéia de fazer um Livro sobre Chaves e Chapolin?

Fernando e Luís: A idéia surgiu quando ainda estávamos na faculdade. Durante algumas aulas fazíamos uma espécie de competição para ver quem sabia mais de Chaves. Juntamos tanta informação, que pensamos : “isso dá um livro”. O primeiro passo foi transformá-lo em nosso Trabalho de Conclusão de Curso. Depois fomos atrás de uma editora e fechamos com a Matrix em julho deste ano.

 

Vila: Vocês estão gostando da reação do publico sobre o Livro até agora?

Fernando e Luís: Muito. Na verdade têm até nos surpreendido bastante. Em um mês já fomos para a 2ª Edição e estamos entre os 10 mais vendidos no país. O retorno têm sido sensacional.

 

Vila: Desde que ano cada um de vocês assiste aos seriados de Chespirito?

Fernando e Luís: Nós somos da geração que assiste desde o início, quando o seriado estreou no programa do Bozo. Desde lá, sempre acompanhamos os episódios.

 

Vila: Vocês se recordam de muitos episódios perdidos?

Fernando e Luís: Sem dúvida. O Luís inclusive tem duas fitas VHS só com episódios perdidos. Um dos que mais lembramos e gostamos são “Os Espíritos Zombeteiros” e “A Peruca de Sansão” (Chapolin).

 

Vila: Vocês precisaram de autorização da Televisa ou SBT pra divulgar o livro? Se sim, eles complicaram ou não na liberação?

Fernando e Luís: Não foi preciso de autorização para o texto. Trata-se de um livro-reportagem, portanto é como contar uma história baseada em fatos, portanto não há necessidade para autorização. Tivemos dificuldades para obtenção das imagens, já que essas sim necessitam autorização, tanto que o livro ficou carente de fotos. Mas, quem sabe para uma futura edição o livro tenha mais ilustrações.

 

Vila: O que vocês preferem Chaves ou Chapolin?

Fernando e Luís: Acho que não há preferência. Gostamos dos dois igualmente. É um humor diferente e os dois deveriam ser exibidos sempre. É uma pena o Chapolin não ser mais exibido.

 

Vila: Qual é o personagem preferido de cada um?

Fernando e Luís: Gostamos de todos, mas para nós o Seu Madruga é o preferido.

 

Vila: Como foi a fase de aprovação do Livro pela Editora?

Fernando e Luís: Foi muito interessante. Quando entregamos o livro para a Editora Matrix, eles pediram 30 dias para avaliar o trabalho. Só que, em apenas 3 dias, eles ligaram pra gente dizendo que o livro era ótimo e precisava ser publicado imediatamente. Daí, em menos de 2 meses, o livro estava nas lojas.

 

Vila: Justifiquem aqui o por que das Séries depois de 21 anos sendo reprisada ainda fazem sucesso.

Fernando e Luís: O Bolaños conseguiu fazer um texto muito bom, com piadas que não têm data de vencimento. É um humor que tinha graça nos anos 70 e vai continuar tendo em 2050. Conseguiu unir personagens que nos remetem a uma fase ou momento de nossa vida, sempre em situações engraçadas e que fazem o telespectador se divertir. Enfim, são vários os motivos. Uma boa dica é ler o livro, lá muito desse sucesso é explicado.

 

 

Repórter interativo

 

Jota Del Fabro (Criciúma/SC): Vocês tem idéia de quantos livros já foram vendidos? E quais suas expectativas sobre as vendas do Livro até o final do ano?

Fernando e Luís: Já estamos na segunda edição do livro, a expectativa é que as vendas cresçam até o fim do ano. Não dá pra ter uma idéia de quantas já foram vendidos, mas já está entre os 10 mais do Brasil.

 

Mestre Maciel: Que nota vocês tiraram na monografia que inspirou o livro? Como o povo a recebeu durante a apresentação no palco?

Fernando e Luís: Tiramos nota 10. Fomos muito bem recebidos, com auditório lotado e todos acompanhando a apresentação até o final, que se encerrou depois da meia-noite numa sexta-feira, um dia que geralmente todos saem mais cedo.

 

Joey: Como vocês publicam um livro com tantas informações erradas?

Fernando e Luís: O livro é fruto de muito trabalho, pesquisa e entrevistas. Um seriado antigo como este traz muito desencontro de informações e até mesmo as pessoas envolvidas com seriado às vezes se confundem ao contar os fatos. Não inventamos nada do que está escrito ou escrevemos com opinião próprias. O que fizemos foi uma grande reportagem, onde tudo que está escrito veio de informações que conseguimos através de pesquisas e entrevistas.

 


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