de 2006

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Coluna "Perdido na metrópole"

 


Coluna do Perdido na Metrópole, versão chaviniana.

Olá galera do Vila do Chaves.

 

Sou Silvio Alvarez, jornalista e radialista, fundador da comunidade “Chaves é Cultura” no Orkut.

 

Os “malucos” que desenvolveram e mantém este site caíram na besteira e me convidaram para ser colunista. Isso! Isso! Isso! Na realidade, eu meio que me convidei! Foi sem querer querendo que tudo aconteceu, agora não tem mais jeito. Estarei aqui mensalmente escrevinhando sobre Chaves e toda a turminha.

 

Não era tão fanático assim por Chaves, mas depois que a “Chaves é Cultura” começou a ser o que é hoje, com 80 mil membros, passei a atentar para alguns detalhes que até então passavam desapercebidos.

 

Muitos me perguntam se considero de fato o seriado como cultura. Pois bem! Não contavam com minha astúcia.

 

Quando criei a comunidade no Orkut com a amiga Nana Salles quis ironizar por se tratar de um programa descompromissado, o qual boa parte das pessoas de meu círculo social classificava de “descerebrado”.

 

Como me fazia bem, me divertia assistindo, desejei brincar com a pretensa intelectualidade destes “críticos”.

 

Foi uma brincadeira que acabou dando certo. Ainda não tinha idéia da repercussão e da aceitação que o Orkut teria no Brasil. Somente quando notei que tanta gente havia se identificado com a minha brincadeira é que comecei a pensar o quanto de cultura estava de fato presente, incutida no seriado.

 

O que entendemos por Cultura? Segundo o dicionário Houaiss: conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes que distinguem um grupo social.

 

Portanto... Padrão de comportamento é o que mais se vê em Chaves. Ou não?

 

O seriado é um retrato fiel do universo infantil. Não se esquece do lado mesquinho da criança, de todos nós, diga-se de passagem.

 

Não nos satisfazemos em tomar nosso sorvete. Queremos mostrar aos outros que nosso sorvete é mais gostoso.  Temos inveja de quem toma sorvete quando não podemos comprá-lo seja lá porque razão. Queremos um brinquedo, mas sempre o brinquedo do amiguinho será mais bonito e melhor.

 

O programa também não se esquece e apresenta de forma “light” o que os americanos chamam de “bulling”. A descriminação, o achincalhamento, a pressão dos colegas, que tanto nos oprime na infância, na rua ou na escola.

 

O programa Chaves não possui, pelo menos aparentemente, intuitos didáticos como Vila Sésamo e Castelo Rátimbum. Entretanto, esclarece a criança desde cedo que o mundo em que ela nasceu não é um paraíso uterino, que a existência não será moleza, que existem pobres e ricos, bons e maus. Que ser bom é o melhor caminho, mas que não da pra ser bom o tempo todo! Entre outras coisas, explicita a lei da ação e reação da vida em sociedade.

 

Em resumo, Chaves é um retrato fiel do universo infantil!
 

Concordam?

 

Espero contar com a participação de vocês para criarmos uma interação, beleza?

 

Forte abraço!

Até a próxima ou a qualquer momento em edição extraordinária.

 

Silvio Alvarez

silvioalvarez@uol.com.br

 


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