de 2006

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Coluna do Joly

 


A nova mídia de Chaves

Chaves nasceu para a televisão. Roberto Gómez Bolaños criou os personagens que estão ali na vila, os enredos, histórias e situações todas voltadas para a mídia mais popular do século XX. Quando os principais programas de Chespirito foram criados, no início da década de 1970, a televisão vivia o início de seu apogeu. Alguns anos antes, em 1969, o homem havia pousado na Lua, em um evento televisionado ao vivo; a Copa de 70, que foi justamente no México, foi o primeiro grande evento esportivo transmitido ao vivo para dezenas de países. Dois anos antes, os jogos olímpicos que ocorreram na Cidade do México também mostraram a importância da televisão como o modelo de negócios do futuro.


O tempo passou. Hoje, a televisão ainda é vital e um dos eletrodomésticos mais importantes em uma residência. Com a onda do HD, uma nova onda de TVs chegou às lojas e as pessoas começaram a trocar seus aparelhos televisivos por modelos mais finos e melhores. Mas isso não muda o fato de que a TV já não é soberana dentro de casa. Entre os jovens, especialmente.


Pesquisas apontam que os jovens já não têm na TV sua principal fonte de entretenimento. Esse papel hoje é ocupado pelo computador. E, muito provavelmente, em um futuro breve, pelo celular, na verdade smartphone.


E onde o Chaves entra nisso?


Chaves já não depende da TV para sobreviver. Aquele pânico que todo fã de Chaves e Chapolin tem, de que seus programas saiam do ar, ainda existirá. Mas com muito menos força. Chaves embarcou na era da internet. Isso o levou a um panteão maior, de quase eterno. Hoje, os fãs possuem os episódios completos, em alta resolução, salvo em seus computadores. São petabytes forrados de imagens produzidas nos anos 1970.


Nunca se sabe o que irá acontecer quando Silvio Santos já não estiver mais entre nós. O medo maior é que uma revitalização do SBT tire os programas de Bolaños do ar. Mas Chaves, Quico, Seu Madruga & Cia. Já não se importam. Do alto dos quase 30 anos no ar apenas no Brasil, eles já deixaram a TV há muito tempo. E estão muito bem alinhados para a comunicação do futuro.

 


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