de 2006

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Coluna do Joly

 


Chaves: Universo em expansão

Quando escrevi, junto de Fernando Thuler, o primeiro livro sobre Chaves publicado no Brasil, o assunto foi levado com bastante desconfiança. Dos nossos colegas de faculdade, ouvimos muitas risadas e comentários maldosos, acreditando que não estávamos levando o período acadêmico a sério.

Infelizmente, temas ligados à comédia ou a um mundo mais tosco tendem a ser vistos de forma pequena. São raros os que entendem que se trata de um tema como outro qualquer. Alto lá, quase igual. Falar de comédia, falar de assuntos para as massas exige bastante responsabilidade. Afinal, como encarar de maneira jornalística e estudiosa assuntos que tratam de Seu Madruga, D. Florinda e afins?

Pois hoje vejo que nosso livro, que no último mês de setembro completou três anos, foi um importante passo na ajuda de muitos estudantes. Atualmente, recebo de tempos em tempos e-mails e telefonemas de alunos que abordam e discutem o assunto “Chaves” em suas respectivas salas de aula. E, para tal, usam nossa obra.

Lembro-me de ter escrito, logo nos primeiros arquivos de Word que virariam um livro, que o mundo de Chaves é uma fonte inesgotável de interesse e exploração. Sempre haverá novos tópicos em fóruns, novos games, piadas e abordagens distintas para as reprises nossas de todo dia.

O universo de Chespirito também tem a felicidade de conviver lado a lado com a tecnologia. Quando foram filmados, a partir de 1970, o computador pessoal ainda era uma realidade distante. Hoje, fãs de Chaves colocam piadas memoráveis no Twitter, em seus blogs, podcasts, celulares e muito mais.

Roberto Gómez Bolaños já vinha em um caminho rumo a eternidade. Com suas reprises, conquistou diferentes gerações de fãs em centenas de países. Agora, com a tecnologia que está em nosso dia a dia, fica ainda mais fácil relembrar, recontar, rir e saborear o bom humor sem data de vencimento de Chaves e Chapolin. Que venha o Blue Ray ou o sucessor. Sei que teremos a vila por lá também.


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