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Erros acertados Nas séries de Bolaños, até o que dá errado fica engraçado Quando criamos um planejamento, seja no trabalho, na escola ou em casa, sempre lutamos para que as coisas saiam exatamente da maneira como queremos. Mas não importa o que façamos, sempre sai algo errado. A culpa, às vezes é da famosa lei de Murphy, outras é por bobagem mesmo. Poucas são as atrações na TV em que algo não dá errado. E a audiência adora quando isso acontece. Quem não conhece o famoso quadro “falha nossa”, do Vídeo Show, que mostra os momentos deslizantes das estrelas globais? Em sites como o You Tube, os vídeos de maior sucesso vão para erros ao vivo, trapalhadas sem querer e vergonhosos vexames alheios. Em Chaves, a situação não é diferente. A fase do programa exibida aqui, gravada há cerca de 30 anos, revela erros bizarros e amadores, alguns visíveis somente aos fãs, outros, claríssimos. O que chama a atenção mesmo é ver que o fenômeno Chaves é tão grandioso que nele, mesmo os erros parecem dar certo. Sites especializados já destacaram mais de 100 imprevistos, problemas de continuidade, efeitos especiais que não deram certo ou até mesmo imagens de pessoas desconhecidas na tela. Um dos mais famosos erros acontece no episódio da aula de canto, em que eles interpretam o “clássico” Que Bonita a sua Roupa (que, no espanhol, é Que Bonita Vecindad, ou “que bonita vizinhança”, sem nenhuma relação com a roupa do Chaves). Durante a canção, há uma espécie de coreografia em que os personagens descem a escada da vila, onde morou Glória. Cada um dele deveria pular os degraus em sincronia. Porém, Rubén Aguirre, que faz o professor Girafales, erra na sincronia e acaba pulando mais rapidamente. Como resultado, Seu Madruga, que era o último da fila, é obrigado a pular os últimos degraus de forma ainda mais atrapalhada. Ao ver que ele não seguiu na mesma ordem do restante do elenco, ele parece olhar para alguém atrás das câmeras como quem diz, descompromissadamente, “agora já foi e pronto!”. Em outro episódio famoso, quando Seu Madruga protagoniza um discurso para fazer com que Chaves e Quico chamem a Dona Florinda para fazer as pazes com o professor, Carlos Villagrán, o Quico, não se agüenta e começa a rir em cena. O discurso moral e antológico de Madruga, somado a sua brilhante interpretação, foi tão hilário que o ator que fazia o Quico teve de encostar-se na parede para fingir que estava chorando, quando na verdade estava escondendo as gargalhadas. Pois é, como podem ver, em uma série que parece eterna, tudo que reluz é ouro. Até os erros.
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