de 2006

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Coluna "Limpando a vila"

 


Edgar Vivár: humildade que não cabe no peito (e desce para a barriga)

O Ator que interpreta o dono da vila não poderia ser mais simpático.

 

Em 2003, durante o período final de produção do livro Chaves: Foi Sem Querer Querendo?, recebemos a informação do SBT de que Edgar Vivár estaria no Brasil. Quem? Edgar Vivár, o ator que interpreta o Sr. Barriga, inicialmente zelador da vila, e após algumas temporadas, dono da mesma.

 

Na época estudantes de jornalismo, fomos atrás das informações. Afinal, se um dos atores de Chaves virá ao Brasil, precisamos falar com ele, não importa o que aconteça. Mais que isso, na verdade, precisamos estar na recepção do hotel em que ele estará hospedado, esperando-o.

 

Conversa vai, conversa vem, descobrimos que o ator estaria em um hotel próximo à região da Av. Paulista, e chegaria de noite. Fomos então, Fernando Thuler e eu, de mala e cuia para o hotel. Para não correr riscos, chegamos lá por volta de 18h – a previsão é de que ele chegaria às 20h.

 

Por volta de 23h30, eis que ele aparece. Atraso no vôo (já naquela época), ele aparentava um cansaço próprio de quem passou horas dentro de um avião e tudo que deseja é ver uma boa cama pela frente. Mas, claro, nós precisávamos falar com ele antes.

 

Nesse momento, confesso que foi difícil não misturar o lado jornalístico da coisa, de quem está preparando um livro-reportagem, com o lado fã. Afinal, ali, a poucos metros de nós, estava uma das pessoas que nos acompanhou, mesmo sem saber, durante toda a infância e adolescência. Os 14 meses de dívida do Seu Madruga, sempre cobrados pelo Barriga, não foram nem um segundo comparado ao tempo que esperamos para ver um “deles” diante de nós.

 

Em minhas mãos, estava o projeto do livro. Em outra, uma camiseta com o símbolo do Chapolin - que seria posteriormente assinada por ele. Metaforicamente, a divisão entre os perfis da criança que via seu ídolo, com o jornalista que entrevistaria alguém.

 

E, que me perdoem os defensores do puro jornalismo, mas o fã venceu.

 

Ao arriscar minhas primeiras palavras com Edgar Vivár, o máximo que consegui fazer foi pedir para ele sair em uma foto conosco – a mesma foto que você vê aqui. Olhos de criança, brilhando, torcendo para que aquele momento ficasse registrado de forma perfeita.

 

Fernando, Edgar Vivar e Eu.

 

Momentos depois, o susto de fã inicial passou, e pude compartilhar com ele o projeto do nosso livro, o que resultou em uma belíssima entrevista. Com ela, nosso livro teve seus alicerces ainda mais firmados.

 


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