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Apresentação Olá.
Para os que não me conhecem, sou Luís Joly, tenho 26 anos e sou jornalista pós-graduado. Também sou fã de Chaves e Chapolin, e, tendo-os como tema, escrevi meus dois primeiros livros, Chaves: Foi sem Querer Querendo? e Chaves e Chapolin: Sigam-me os Bons!, ambos pela Matrix Editora e lançados, respectivamente, em setembro de 2005 e julho de 2006.
Começo uma coluna a partir de hoje por aqui, por convite do Yves – “o correto é ‘eu o convidei’”.
Foi com imenso prazer que recebi o convite do Yves para começar uma coluna por aqui. Primeiro, por saber que trata-se de um site respeitado dentro do mundo CH – e isso é algo importante quando estamos falando de Chaves. Segundo, por ser um jornalista e escritor por natureza. Sendo assim, ser convidado para escrever é apenas mais uma forma de fazer o que mais gosto.
Sempre fui um admirador das séries de Bolaños, mas, até a adolescência, não tinha nenhum tipo de fanatismo ou algo assim. Não fazia parte de fãs-clube ou associações. Porém, dentro do meu universo, me considerava um grande fã. Sabia várias frases, meus melhores amigos também gostavam, e tinha uma pilha de VHS’s com os melhores episódios gravados. Aliás, fitas que cada vez mais vão se tornando artigo de museu, pois os videocassetes já não funcionam tão bem, e os mesmos episódios são encontrados na Internet ou mesmo em DVDs – oficiais ou não.
Na minha vida escolar, não era conhecido por ser fã de Chaves. Na verdade, minha grande paixão na adolescência era o Ayrton Senna. Sabia tudo, conhecia tudo, e, após a morte do piloto, o fanatismo aumentou. Com Chaves, era apenas um hobby; algo que nunca foi levado a sério – um pouco como o SBT fez, e faz, com o seu melhor programa.
A coisa só começou a aumentar quando cheguei à faculdade de jornalismo. Àquela altura, já tinha definido qual seria meu sonho: ser um escritor. E, justamente no período em que ingresso no meio academio de respeito, dos adultos, ironicamente começo a entender mais de Chaves. Foi na graduação que conheci alguns grandes amigos, e, em especial, Fernando Thuler. Sabia, desde o momento em que começamos a nos falar, que ali teria espaço para uma grande amizade.
Para quem não conhece o ambiente de faculdade, vale uma explicação. As aulas são puxadas, as provas são difíceis – especialmente no começo – mas, basicamente, é o melhor período da vida. Por isso, acho, as séries de Bolaños apareceram tanto assim nessa época. Até o fim do primeiro ano, já tínhamos um pequeno grupo que se destacava por relembrar os melhores diálogos.
Começamos, naquela época (2002) então, uma competição que se tornaria a origem de tudo para nós – e, mais tarde, respostas para muitas entrevistas sobre “como tudo começou”. Durante algumas aulas, Fernando, Luciano Soma, outro colega da turma, e eu, passamos a testar nossos conhecimentos. Um papel de caderno solto virava uma verdadeira guerra. “Músicas em Chaves” era o tema. Os três iam se revezando no papel, até que a folha estivesse lotada de informações ou que se chegasse a um campeão.
Até aí, éramos apenas fãs. O lado jornalístico só chegou no início do penúltimo ano, quando pensávamos no tão temido TCC – Trabalho de Conclusão de Curso. Porque não aproveitar tanto conhecimento, e dali, tentar tirar algo? Nesse momento, a ajuda de nosso orientador, Marcelo Rollemberg, foi crucial. Como nosso mestre, ele nos ensinou como desenvolver nosso texto e transformar algo que era somente um delírio de fãs em um resultado real e jornalístico, um legítimo TCC.
Mas isso é assunto demais para uma coluna. Ainda tenho muitas histórias para contar por aqui, e vocês, muitas colunas para lerem.
Agradeço, mais uma vez, o convite, e espero que esse seja o início de um longo relacionamento com o Vila do Chaves e com diversos fãs do melhor seriado humorístico da TV.
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