de 2006

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Coluna "Limpando a vila"

 


E era só um menino...

Pensei muito em o que escrever na primeira coluna aqui do Vila do Chaves. Claro que o tema sempre será Chaves e assunto, da mesma maneira que eu e Luís (o correto é Luís e eu) relatamos em nossos livros (leiam e serão pessoas de bem, serão como eu), nunca irá faltar. Mas, se permitem, gostaria de compartilhar um pouco da alegria por ter dado uma pequena contribuição para esse gigantesco universo Chavesmaníaco, fruto da obra maravilhosa de Roberto Gómez Bolaños. Posso parecer um pouco sério nas linhas abaixo, mas é que precisava contar um pouco de história para começar. Aos poucos, me sentirei mais à vontade.

 

E tudo começou nas tardes em que chegava em casa. A correria para sair do colégio era muito mais para assistir Chaves, do que propriamente deixar para trás a sala de aula. Assim os anos passaram. Piadas e momentos que pensei ficariam apenas na memória. Mais um programa bacana da minha infância. Mais um show de televisão para relembrar lá na frente.

 

Outros anos passam e Chaves continua no ar. Já não estou no colégio e não corro mais para ver as séries de Chespirito. A correria agora é na faculdade, a entrega do Trabalho de Conclusão de Concurso. O tema: Chaves.

 

Estranho? No primeiro momento, talvez sim. Mas, acho que lendo o parágrafo acima, percebe-se que não foi assim tão por acaso. Isso porque ainda não falei de um certo Luís Joly, alguém por quem a amizade começou, em muito, por esse tal garoto do 8. E não acabaria. O 10 atribuído ao nosso trabalho de graduação em jornalismo, transportaria o tema Chaves para além do que muitas vezes custei em imaginar: as prateleiras das livrarias.

 

Ver “Chaves: Foi Sem Querer Querendo?” lançado, e seu conseqüente sucesso, trouxe muitas alegrias. Uma felicidade jamais programada para minha vida. Algo que com o tempo, depois de muito tempo “ao lado” de Chaves, aconteceu. E, agora, já são dois livros, com a chegada de “Chaves e Chapolin: Sigam-me os bons!”.

 

Gratidão, felicidade, orgulho, alegria. Mas, hoje, não por mim, mas por ter contribuído com alguns fatores, os quais considero muito mais importantes do que qualquer outra coisa. Primeiro, por ter ajudado a imortalizar algo que não só eu, mas outros tantos acompanharam desde suas infâncias. Sim, falo daqueles que desde sempre assistiram a Chaves e Chapolin. Para aqueles que cada cena, piada, ou o mais simples dos diálogos terão uma marca de felicidade para o resto de suas vidas. Segundo, por ter visto, neste período, crianças, muitas crianças, dizerem estes serem os primeiros livros de suas vidas. Algo que não tem preço, nem mesmo com Mastercard, Credicard, Visa, seja qual for. Terceiro, por ter feito aqueles que mais amo sentirem orgulho por algo que eu fiz. Os parabéns de cada familiar, amigo, fã. São por essas coisas que continuo. São essas coisas que me fazem ver que vale a pena.


E era só um menino, voltando do colégio, sentado, almoçando e vendo Chaves...

 


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